UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA

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Licenciatura em Psicologia - Disciplina - Ano lectivo 2005/2006

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Nome da Disciplina

Psicologia da Arte e da Expressividade

Docente

Prof.ª Doutora Teresa Paula Rodrigues de Oliveira Leite

Ano do Curso

1.º ano

Nível da Disciplina

-

Código da Disciplina

20018

Disciplina Semestral / Anual

Semestral

Disciplina Obrigatória / Opcional

Obrigatória

Tipo

Teórico-Práticas

Número de horas / semana

2 horas

Regime

Diurno

Pré-Requisitos

Nenhuns

Língua de Instrução

Português

Créditos ECTS

4

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OBJECTIVOS

A disciplina de Psicologia da Arte e da Expressividade tem dois objectivos fundamentais:

1. Objectivo Informativo e Académico – Dar a conhecer aos alunos a área de intersecção entre a Psicologia e as Artes, nomeadamente, os conhecimentos básicos da Psicologia da Expressão Artística, a abordagem das várias correntes teóricas da Psicologia ao fenómeno da expressão artística e da criatividade, e as aplicações práticas, actualmente em franco desenvolvimento, das Artes na Psicologia Aplicada. Pretende-se com esta cadeira expôr o futuro psicólogo ao vasto campo de reflexão que liga a Psicologia às Artes, nomeadamente a dimensão do estético, os conceitos de criatividade, expressão, arte, significado, e a importância que todos estes conceitos assumem no desenvolvimento humano. Tanto quanto possível, será feita a ligação entre os conteúdos temáticos desta cadeira com os temas abordados noutras cadeiras, nomeadamente, a Psicologia do Desenvolvimento, Psicopatologia Geral e Psicologia da Personalidade e Motivação. Pretende-se ainda fornecer ao aluno um paradigma de diálogo entre arte e ciência que irá enriquecer o seu trabalho de futuro, tal como estas reflexões vieram enriquecer as áreas da Psicologia e das Artes.


2. Objectivo de Formação Profissional e Pessoal – Seguindo a filosofia de pragmatismo e formação multi-dimensional que caracteriza todo o curso em que está inserida, esta cadeira terá um segundo objectivo - não menos importante – de proporcionar aos alunos e futuros psicólogos experiências de vivência pessoal ligadas à Expressão Artística e à Criatividade, acompanhadas de uma reflexão sobre as dimensões intrapsíquicas, interpessoais e sociais da “experiência artística”. Durante o semestre, os alunos terão a oportunidade de participar em experiências de apreciação e produção artística, no seio das quais será convidado a 1) estabelecer uma ligação entre estas experiências e o seu próprio processo de desenvolvimento pessoal, e 2) a reflectir sobre as experiências das pessoas com quem ele irá eventualmente trabalhar. O princípio que rege o planeamento desta cadeira é de que a Arte e a Expressividade constituem uma dimensão fundamental da condição humana e a vivência de experiências pessoais e relacionais constitui uma dimensão fundamental da formação do psicólogo enquanto profissional ligado ao psiquismo e às relações humanas.

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PROGRAMA

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METODOLOGIA

-

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AVALIAÇÃO

Bibliografia de Base (leitura indispensável)

No início do semestre será entregue na reprografia uma lista de artigos e capítulos de livros, considerados de leitura indispensável para a cadeira, cujo conteúdo será trabalhado durante as aulas e incorporado no exame final.

Bibliografia de Interesse

Para além deste material bibliográfico, são as seguintes as obras de interesse para a disciplina de Psicologia da Arte e da Expressividade:

Livros

A avaliação da disciplina de Psicologia da Arte e Expressividade será feita através de uma Frequência ou Exame Final e um Ensaio Escrito, tendo em conta a frequência e participação nas aulas para aqueles alunos que escolherem o regime A de avaliação, descrito no Regulamento Geral de Avaliação da Universidade Lusíada. Os alunos que optarem pelo regime B terão que prestar provas de exame escrito e oral, conforme consta do Regulamento Geral de Avaliação da Universidade Lusíada.

NOTA IMPORTANTE – Sendo esta cadeira de carácter teórico-prático, concebida segundo um modelo de formação experiencial em ciências humanas, a presença e participação nas aulas é essencial para atingir os objectivos propostos e será tida em consideração na avaliação final de cada aluno. 

Ensaio Escrito – Experiência de Apreciação Artística

O ensaio de experiência artística é um trabalho escrito com um formato relativamente livre, dentro de uma estrutura pré-determinada, de acordo com as seguintes directrizes:

1° Passo – Escolha de uma Modalidade Artística

O aluno deverá escolher uma área de produção artistica entre as seguintes:

  • Música
  • Artes Visuais (Pintura, Escultura, Artes Plásticas em geral)
  • Dança (ballet, moderna, etc.)
  • Teatro

NOTA - Por razões práticas de consolidação do trabalho dos alunos, a literatura, o cinema, as artes da  televisão, o circo e as artes marciais não serão incluídas neste projecto.

2° Passo – Experiência de Apreciação Artística

O aluno deverá ir assistir a um evento de produção ou exibição artística “ao vivo”, na área que escolheu para trabalhar nesta cadeira: Um museu, uma exposição, um concerto, uma peça de teatro, um espectáculo de dança, etc.

Para escrever este ensaio, será recomendável que o aluno “participe” nesta experiência, ou seja, que se envolva na apreciação da obra nas suas várias perspectivas: como pessoa, como apreciador de arte (ou como artista) e como futuro psicólogo.

Sugestão – Imediatamente a seguir ao evento a que foi assistir, tome notas, em formato livre, acerca da sua experiência, associação de ideias, opiniões, reacções emocionais ou intelectuais, etc.

NOTA: Estão excluídos como “eventos” (e portanto não poderão servir como material de base para o ensaio) as obras de arte apresentadas em livros e os espectáculos reproduzidos em emissão televisiva.

3° Passo – Discussão e partilha em grupo durante as aulas

No decorrer das aulas práticas, os alunos formarão periodicamente grupos de discussão destinados a partilhar experiências e a gerar ideias para a elaboração dos ensaios a partir das experiências em questão. Destas quatro aulas, cada aluno terá uma data designada em que deverá apresentar a sua experiência ao grupo, aproveitando a oportunidade para ouvir as ideias que a sua experiência possa suscitar nos colegas. Estas aulas de discussão em grupo deverão ser utilizadas como sessões de trabalho para a elaboração do ensaio e não como apresentações do trabalho já feito.

4° Passo – Elaboração do Ensaio Escrito

Com base na sua própria experiência, nas notas que recolheu e no trabalho de discussão em grupo realizado nas aulas, o aluno deverá elaborar um ensaio escrito individual, de estilo relativamente livre, mas que deverá contemplar os seguintes aspectos:

  • Título, autor(es) da obra, local do evento (quando aplicável)
  • Apreciação Estética      
    • Descrição tão objectiva quanto possível da obra em questão (tema, conteúdo, formato, dinâmica, etc.);
    •  Adjectivos que qualificam a obra em geral ou opinião geral do aluno a respeito da obra;
    • Considerações acerca do estatuto da obra enquanto obra de arte: Considera o que viu/ouviu como Arte? (baseie-se nos artigos que entretanto já leu para as aulas) Porquê? Quais as características que lhe garantem esse estatuto?
  • Abordagem Psicológica
    • Experiência pessoal propriamente dita, no momento de contacto com a obra (durante o evento) e a posteriori: associação livre de ideias, pensamentos, emoções, recordações, sensações, imagens, etc.
    • Significado pessoal que a obra assume para o aluno: por histórias passadas, relações interpessoais ou aspectos do evento em si
    • Impressões sobre os aspectos psicológicos do artista ou do autor: Uma tentativa muito elementar de análise psicológica da obra, à luz dos conhecimentos previamente adquiridos em Arte e em Psicologia; aspectos de experiência e/ou personalidade do executante e/ou do criador da obra.
    • Para além destes pontos, que deverão ser vistos como sugestões de conteúdo e não como exigência de formato fixo, o aluno poderá discutir outros aspectos e tornar o seu estilo de escrita tão pessoal e criativo quanto desejar. Esta é uma secção da prova de avaliação em que se pretende que o aluno integre num só ensaio os seus conhecimentos do ponto de vista académico, a sua  experiência e apreciação do fenómeno artístico e as suas vivências como pessoa, transformando o seu ensaio num projecto não só de reflexão como também de criatividade.

Dimensões – 6-10 (entre seis e dez) páginas A4, escritas em computador, font 12, espaço duplo entre linhas

Data de Entrega – No dia 25 de Maio de 2006.

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BIBLIOGRAFIA

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  • Feder, S., Karmel, R. & Pollock, G. (1993). Psychoanalytic Explorations in Music- Segunda série. International Universities Press, 1993.
  • Feder, E. & Feder, B. (1981). The Expressive Arts Therapies. New Jersey : Englewood Cliffs.
  • Fonseca, A.F. (1998). A Psicologia da Criatividade . Edições Universidade Fernando Pessoa.
  • Langer, S. (1953). Feeling and Form. New York : Charles Scribner’s Sons.
  • Lecourt, E. (1994). L’Éxperience Musicale: Réssonances Psychanalytiques. Paris : Éditions l’Harmattan.
  • Levine, S.K. & Levine, E.G. (Eds.) (1998). Foundations of Expressive Arts Therapy: Theoretical and Clinical Perspectives. Jessica Kinsgley Publishers.
  • May, R. (1975). The Courage to Create. Bantam Books.
  • Redfern, B. (1983). Dance, Art and Aesthetics. Dance Books, Ltd.
  • Ruud, E. (1986). Música e Saúde . São Paulo: Editorial Summus. (ou edição inglesa).
  • Santos, A. M. (1972). Expressividade e Personalidade: Um Século de Psicologia. Reproset.
  • Storr, A. (1972). The Dynamics of Creation. Penguin Books.
  • Vários Autores (2000). Educação pela Arte: Estudos em homenagem ao Dr. Arquimedes Silva Santos . Livros Horizonte, colecção Biblioteca do Educador.
  • Vernon, P. (1970). Creativity. Penguin Books.
  • Vigotsky, L. S. (1999). (Ed. Brasileira). Psicologia da Arte.
  • Wethered, A. (1993). Movement and Drama in Therapy: A Holistic Approach , 2ª Edição. Philadelphia : Jessica Kingsley Publishers.
  • Whitehouse, M. S., Adler, J., & Chodorow, J. (1999). Authentic Movement. Jessica Kinsgley Publishers.
  • Wilson, G. (1994). Psychology for Performing Artists: butterflies and bouquets. Jessica Kingsley Publishers.

Periódicos

The Arts and Psychotherapy – Elsevier Science

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